setembro 06, 2007

Form@ctiva

Aquele que parece ser um dos mais promissores projectos ligados à formação profissional e ensino nasceu recentemente. Chama-se Form@ctiva e encontra-se no endereço www.formactiva.org.
Visitem-no e inscrevam-se para que todos saiamos a ganhar...

Publicado por asampacheco em setembro 6, 2007 08:15 PM | TrackBack
Comentários

EUA: Fim do destacamento de professores pode ditar fecho de mais de 60 escolas comunitárias
Terça-Feira, 25 Setembro de 2007

Professores de português que leccionam em escolas comunitárias nos Estados Unidos afirmam-se em "estado de choque" com a negação do pedido de mobilidade por parte da Secretaria de Estado da Educação (SEE).
Estes professores, muitos deles residentes no país há alguns anos, mas todos com vínculo a escolas em Portugal, têm visto o seu pedido de mobilidade ser deferido anualmente para poderem continuar a dar aulas nestas escolas.
O indeferimento do pedido de mobilidade significa o regresso imediato a Portugal e às suas escolas, que neste memento lhes estão a marcar faltas injustificadas e se preparam para lhes instaurar processos disciplinares, disse um docente à Lusa, que preferiu não ser identificado.
"Isto é a machadada final no ensino da língua e cultura portuguesas nos Estados Unidos", disse à Lusa Judite Fernandes, directora de uma escola comunitária em Nova Iorque.
"Vivemos há anos e anos sem qualquer apoio de Portugal, fomos nós que criámos estas escolas, cujos cursos o Ministério da Educação reconheceu, fomos nós que contratámos estes professores com habilitação própria para o ensino da língua portuguesa, somos nós que lhes pagamos, e agora vamos ficar sem eles", diz.
Já para um dos professores destacados no Estado de Connecticut, que pediu para não ser identificado, a decisão é "inacreditável e impensável" sobretudo quando foi comunicada aos conselhos executivos das escolas em Portugal "já com o ano lectivo a decorrer e com os professores a leccionarem nos Estados Unidos".
"Os pedidos de mobilidade são entregues em Portugal em fins de Abril. Como é que o Ministério esperou até 25 de Setembro para comunicar às escolas o indeferimento do pedido?", perguntou.
"O que é que nós vamos fazer agora? Regressar a Portugal de um dia para o outro para não nos marcarem faltas injustificadas? E as nossas vidas aqui, os nossos filhos neste país? Como é possível alguém pensar que se pode abandonar tudo de um dia para o outro?", questionou ainda o mesmo professor.
A decisão de indeferir os pedidos de mobilidade a estes docentes é vista como "ainda mais estranha" por ocorrer quando acabam de ser nomeados em Diário da República novos coordenadores para o ensino do Português nos EUA, preenchendo assim o lugar deixado vago há mais de dois anos quando Graça Castanha, então conselheira para a Educação em Washington, foi exonerada.
Nos últimos tempos, as autoridades portuguesas têm insistido na ideia do ensino do português integrado nos currículos das escolas americanas, mas salvo pequenas excepções nos estados da Califórnia, Rhode Island e Massachusetts, onde poucas, escolas secundárias oferecem o Português, a maioria dos alunos luso-descendentes continua a frequentar as escolas comunitárias para aprender a língua dos pais.
"O ensino integrado justifica-se em cidades onde reside uma grande comunidade portuguesa, que são excepções", disse à Lusa Manuel Carrelo, conselheiro das Comunidades Portuguesas nos Estados Unidos.
"Na maioria dos estados, a comunidade está dispersa em pequenas cidades e os alunos frequentam escolas americanas diferentes, reunindo-se todas numa escola comunitária para aprenderem português num ambiente cultural português", acrescentou.
Nos Estados Unidos, ao contraário de Portugal, as escolas não dependem de um Ministério central, mas sim de um conselho local, eleito cidade a cidade, que estabelece calendários escolares e currículos como entender.
Daí que qualquer negociação para estabelecimento de protocolos com entidades estrangeiras, por exemplo, tenha que ser negociada caso a caso.
"É uma prova de que nem na Secretaria de Estado das Comunidades nem no Ministério da Educação se conhece a realidade deste ensino nos Estados Unidos, apesar de tantos estudos e tantas deslocações de secretários de Estado", diz ainda aquele conselheiro afirmando que esta decisão representa o fim das escolas comunitárias onde os luso-descendentes aprendiam a língua portuguesa.
Para Ana Albergaria, professora requisitada, a decisão é uma "absoluta falta de respeito para com professores que dão parte das suas vidas para manterem viva a língua portuguesa nas comunidades e uma descriminação em relação à Europa".
"O objectivo do Ministério é pura e simplesmente eliminar-nos das listas de professores em Portugal, pois eles sabem que a maioria de nós não pode regressar de imediato e assim instaura-nos processos disciplinares para nos expulsar", acrescenta.
Raquel Martins, professora de Português e Inglês destacada em Long Branch, estado de Nova Jérsia, disse à Lusa não ter acreditado quando soube da decisão que afecta 70 crianças a quem ensina português.
"É graças a mim e aos meus colegas que estas crianças falam português, pois nem eu nem esta escola tivemos algum dia apoio de Portugal e agora fazem-nos isto", lamenta a professora.
No ano lectivo de 2004-2005, o último para o qual existem dados oficias, estavam matriculados nas escolas comunitárias perto de 4.000 alunos, que agora arriscam ver os seus professores partirem e ficarem sem aulas de língua portuguesa.

Afixado por: PD em setembro 26, 2007 08:46 PM

Olá

Já me inscrevi mas actualmente não consigo entrar.

Afixado por: olinda em outubro 25, 2007 12:59 AM

Vasco Graça Moura, no DN de hoje

O meu último contacto escolar com a matemática, hélas!, ocorreu nos idos de 1957, altura em que concluí o então denominado 5.º ano do liceu. Não tenho pois qualquer autoridade para me pronunciar sobre a matéria dos programas de Matemática em vigor nas nossas escolas.Mas acabo de ler o parecer da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) sobre o documento colocado à discussão pública para reajustamento do Programa de Matemática do Ensino Básico de 1 de Julho de 2007 (http/www.spm.pt /files/Microsoft%20Word%20-%20ParecerSPM %20ReajustBasicoOut2007_Imprensa%5b1%5 d.pdf). E dele extraio alguns pontos que parecem altamente preocupantes, com o único objectivo de chamar a atenção para esse conjunto de problemas.
A SPM começa por estranhar o facto de não existir nenhum matemático entre os três principais responsáveis e autores do documento em discussão que são pessoas de Educação Matemática. E também observa que entre esses três autores nenhum foi crítico das orientações seguidas nos últimos anos.Aponta a fonte potencial de confusões que consistirá na existência de três documentos legais orientadores do Ensino Básico da Matemática: o Programa de 1991, o Currículo Nacional de 2001 e este Reajustamento, se vier a ser aprovado, com tudo o que esta sobreposição acarretará de confusões. Põe também em relevo que o documento proposto não clarifica confusões e não corrige os erros dos textos anteriores.
Critica a ausência de coordenação com outras disciplinas: "Há problemas, por exemplo, com a Física, onde as equações literais são trabalhadas antes de serem abordadas com a Matemática."
Afirma que o documento em discussão não corrige os erros que consistem: na subalternização dos conteúdos curriculares; no desprezo pela memorização e aquisição de rotinas; na consideração dessas rotinas e automatismos como obstáculos ao desenvolvimento do raciocínio e à compreensão dos conceitos; na consideração dogmática do ensino em contexto como processo único de aprendizagem, esquecendo a necessidade de treinos específicos, nomeadamente de algoritmos e regras algébricas. Estes erros são, até, prolongados, segundo a SPM.
Mas há mais. Não se verifica uma reorientação do ensino para conteúdos explícitos e para capacidades verificáveis. Continua a sobrevalorizar-se a máquina de calcular, em termos que vêm desde 1991, sendo certo que a SPM entende "que a calculadora pode e deve desempenhar algum papel no ensino, embora apenas muito ocasionalmente nos primeiros anos do Ensino Básico", não devendo ser indiscriminadamente usada pelo aluno.
A própria bibliografia indicada inclui "um número inusitado de referências orientadas por uma corrente dogmática de educação que é, em grande parte, responsável por muitos erros pedagógicos praticados em Portugal e noutros países". Para a SPM, "as finalidades, os objectivos centrais, as capacidades transversais e as orientações metodológicas que o documento apresenta não são claros, não estão claramente hierarquizados nem ajudam os professores a orientar-se na prática lectiva".
Parecem ser equívocas as recomendações referentes a algoritmos e à prática do cálculo mental. Um exemplo dado, fala por si: recomenda-se que os alunos pratiquem a soma "3+4" em etapas: "3+4=3+3+1=7", quando seria mais fácil ensinar aos alunos que "3+4=7"..., tendo como resultado que, com esta insistência se prolongam as deficiências de cálculo e se prejudicam os automatismos.
Insiste-se demasiado na chamada pedagogia não directiva. Fala-se em discutir com os alunos, ou em propor-lhes, noções como as de "variável", "constante", coeficiente", "raiz quadrada", em vez de se falar em indicar, mostrar ou ensinar.
O programa não inclui objectivos exigentes e o documento do projecto de reajustamento em discussão é "pouco útil e eivado de erros de orientação pedagógica", não constituindo um progresso nem a melhoria necessária.
Repito que não me assiste qualquer competência para entrar nestas matérias. Utilizo este meu espaço semanal no DN para chamar a atenção de um público mais alargado quanto a um conjunto de problemas muito sérios e de cuja solução satisfatória depende o êxito do ensino de uma disciplina em que o aproveitamento escolar tem andado pelas ruas da amargura.


Afixado por: olinda em outubro 25, 2007 11:34 PM

1nDeug xf78fg623fv0skghlq56fd

Afixado por: alice em agosto 5, 2008 06:39 PM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?