Contrariamente ao que muitos têm vindo a público afirmar, o nosso Presidente da República está ciente do seu papel fundamental e continua lúcido e coerente nas suas decisões e na forma de ver a sua função política. Cada vez mais respeito este homem, não por tomar as decisões que eu considero estarem correctas ou que sejam mais fáceis para si, mas por tomar as decisões partindo de uma enorme isenção e de uma profunda reflexão.
Claro que nada disto escreveria não fosse este facto, um dos mais importantes da nossa história educativa. Isto porque, graças a Sampaio, o gravíssimo precedente criado pela actual maioria foi, momentaneamente, travado. Só desejo que a futura equipa ministerial da educação demonstre algum bom senso nos próximos episódios e que a actual equipa esteja quietinha, gastando todas as suas energias na resolução do imbróglio dos concursos (o que já seria positivo, tendo em conta o momento actual).
Por fim, como muito bem mostrou Jorge Sampaio, o que está em causa neste processo não é o conteúdo mas sim a forma. E seria importante para o país que todos aqueles que ocupam, ou queiram ocupar, lugares de decisão política, aprendessem algo com este episódio: que as leis estruturantes das diversas áreas fundamentais para o desenvolvimento do país não devem estar ligadas a este ou aquele partido político, mas devem ser aquelas em que todos os partidos políticos com capacidade de governação acreditem ser as melhores possíveis para enquadrar o desenvolvimento do país nessas áreas, independentemente do partido que forme governo em cada momento.
André Pacheco
Publicado por asampacheco em julho 15, 2004 06:31 PMQuanto mais esforço em debater o estado da Educação melhor é o Ambiente.
Eu sou professor de Biologia:)
Já linkei o teu blog.
Abraços