janeiro 22, 2004

História macabra - Episódio 15

Em relação à encarregada de educação da nossa aluna só houve um acto final a registar. Na segunda-feira após o director de turma ter conversado com a nossa aluna, o director de turma foi convocado a comparecer no Conselho Executivo da sua escola. Suspeitando que o assunto estivesse relacionado com todo este processo, nunca o director de turma pensou que poderia ser aquilo que veio a ouvir. Assim, o director de turma soube, por parte do Conselho Executivo, que a mãe da nossa aluna tinha ido à escola, apresentando-se extremamente consternada, afirmando que o director de turma tinha molestado a sua filha, e que esta tinha medo de ir para a escola, pois receava encontrar o director de turma. Para além disso tinha testemunhas de tal facto. Quando ouviu tal monstruosidade, o director de turma dificilmente conseguiu disfarçar a sua revolta e o seu choque. Deste modo, contou ao Conselho Executivo o teor da sua conversa com a aluna, explicou minimamente os acontecimentos passados, e afirmou não estar tão chocado quanto isso com tal atitude da mãe da aluna, pois a mesma já lhe tinha “espetado” uma vez uma faca nas costas, e esta era só a segunda (mas mais grave!). Em relação às testemunhas só poderiam ser as miúdas que estavam ao longe à espera da nossa aluna enquanto esta conversava com o seu antigo professor, e elas não ouviram coisa alguma, somente observaram duas pessoas a conversar calmamente sobre um assunto melindroso.
O Conselho Executivo apenas afirmou que o que se tinha passado antes entre o director de turma e a nossa aluna não tinha nada a ver com eles, que todo o que se passou com a aluna antes não lhes dizia respeito, e que só queriam que este acontecimento ficasse sanado. Neste sentido, o director de turma disse que queria conversar com a encarregada de educação, pois esta não poderia ir ao seu local de trabalho lançar suspeitas gravíssimas sobre ele, e depois ir embora como se nada fosse. Se ela tivesse um mínimo de honorabilidade e frontalidade ter-se-ia dirigido primeiro a ele, e não teria ido fazer “queixinhas” ao órgão executivo da escola. O Conselho Executivo disse que o que tinha ficado combinado era que a mãe da aluna iria naquela semana contactar a escola com esse propósito.
Após ter saído do Conselho Executivo, o director de turma teve mais tempo para pensar todo este episódio. Primeiro lembrou-se que a mãe da aluna tinha o seu contacto telefónico, logo, se o quisesse contactar já o poderia ter feito. Com este pensamento em mente, o director de turma suspeitava que a mãe da aluna não mais iria à escola, não estando interessada em tal facto, pois um encontro com o director de turma iria ser demasiado desagradável para ela, pois ele teria muito a dizer-lhe e a questionar.
Tal como o esperado, as suspeitas do director de turma concretizaram-se. A mãe da aluna não mais deu sinal de vida, tudo não tinha passado de uma tentativa de assustar o director de turma, o que é triste.
Em relação à nossa aluna, esta nunca mais dirigiu a palavra ao seu antigo professor, disfarçando sempre que o vê. Tal facto, no entanto, não desagrada ao director de turma. Sabe-se lá de que é que a mãe da aluna o iria acusar de seguida...


(Cenas do próximo episódio: acontecimentos relevantes até hoje.)

Publicado por asampacheco em janeiro 22, 2004 11:06 AM
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