Enquanto todos esperavam o desfecho de toda esta história, sucedeu somente uma situação de realce. Antes do início das aulas, a encarregada de educação da nossa aluna procedeu à transferência da mesma, para outra escola. Por coincidência, para a escola onde estava colocado o director de turma. Este, quando a viu, ficou surpreendido, pois não compreendeu o porquê da sua transferência para aquela escola. Isto porque havia três escolas com o nono ano, mais próximas da sua residência, sendo que a que mais longe ficava de sua casa dessas três, ficava a menos de metade da distância em relação à escola para a qual foi. Para além disso, duas dessas escolas ficavam no seu concelho, o que não acontecia com a escola onde estava o director de turma. E, por outro lado, uma dessas escolas era conhecida pelo seu bom ambiente, logo convidativa. A única diferença relativamente à escola onde estava colocado o director de turma, era que esta era a única que tinha ensino secundário, portanto, parecia ser a única razão da sua escolha, o que, no entanto, não passava de mera suposição.
A nossa aluna, quando viu o director de turma na sua nova escola, ficou visivelmente surpreendida, disfarçando, fazendo de conta que o não tinha visto. Na realidade, este comportamento foi sempre repetido, até ao desfecho de todo o processo.
O director de turma não criticava este comportamento da parte da aluna, pois a aluna devia pensar que ele não estaria ciente de todo o processo que decorria, visto estar noutra escola; e, havia a possibilidade, quase certeza, que, quando o director de turma a cumprimentasse, lhe perguntasse o porquê dali estar, e ela não estaria propriamente confortável ao falar sobre este assunto.
E assim passaram as primeiras duas/três semanas de aulas, altura em que se conheceu o desfecho deste processo.
(Cenas do próximo episódio: no início de Outubro é conhecida a decisão da direcção regional.)
Publicado por asampacheco em janeiro 13, 2004 03:36 PM