No final do mês de Julho, o director de turma dirigiu-se ao Conselho Executivo, onde ficou a saber, através do presidente do mesmo, que a direcção regional de educação tinha contactado a escola, informando que a mãe da nossa aluna tinha recorrido da decisão para aquele órgão. Tendo em conta que, em termos legais, só se poderá recorrer da decisão do conselho de turma caso tenha havido vício no processo, o director de turma e o presidente do conselho executivo estavam descansados, pois todo o processo tinha decorrido de forma meticulosa e rigorosa.
Mais tarde, o director de turma veio a saber que, após conhecer o resultado da reapreciação da avaliação da sua educanda, a encarregada de educação se dirigiu à escola, exigindo visualizar actas e afins. Até aqui tudo perfeitamente normal, no entanto, quando se retirava da escola, e verificando que a professora de Língua Portuguesa tinha saído da mesma poucos metros atrás de si, começou a falar muito alto, dizendo que alguém ia pagar por tudo o que se estava a passar, criando um espectáculo deprimente, altamente reprovável, que só terminou quando entrou no seu automóvel, sensivelmente ao mesmo tempo que a professora entrou no seu.
(Cenas do próximo episódio: o director de turma pensou que mais nada o poderia chocar, mas enganou-se...)
Publicado por asampacheco em janeiro 4, 2004 03:33 PM